Uma defesa da humildade

No seu discurso de recepção do Prémio Nobel de economia, Hayek proferiu: “o esforço fatal do homem no sentido de controlar a sociedade – esforço que não apenas faz do homem um tirano de seus concidadãos, mas também pode levá-lo a destruir uma civilização que não foi engendrada por cérebro algum: uma civilização que tem prosperado como resultado dos esforços livres de milhões de indivíduos.” Ámen.

O Marketing do Bem (socialista)

Um dos maiores feitos de marketing da história vem, paradoxalmente, da ideologia que mais o condena. Poucas foram as ideias que se conseguiram vender tão bem como as anti-capitalistas. Estas, por sua vez, criaram uma aura à sua volta que é, no mínimo, curiosa. O produto foi tão bem vendido que lhe cabem os mais airosos adjectivos: humanista, libertador, preocupado com o bem e com o ser humano. Já ao pensamento liberal (ou o que não se coaduna com a esquerda, no geral) cabem as mais infames descrições: desde egoísta até anti-humanista, passando por opressor ou “fascista”.

A Cultura do Ressentimento

Uma das formas mais fáceis de atenuar este problema abismal é querer que o resolvam por nós ou simplesmente atirar a culpa para um terceiro, para uma estrutura ou abstração social. A base do ódio organizado à beleza e à riqueza (mascarado de impostos progressivos em nome da justiça “sócio-estética”) é, a rigor, o bom e velho ressentimento. Luta de classes é a fantasia que se tem contra os mais afortunados e mais competentes, ou seja, ressentimento.

A Fé (na) Política

Michael Oakeshott considera que há duas disposições políticas: o cepticismo politico e a fé política. Estas duas disposições transformam-se em políticas de fé ou políticas de cepticismo.

A Superioridade Moral do Liberalismo

Resumindo: vida, liberdade e propriedade. Estas três pequenas palavras legaram à civilização ocidental a sua exponencial prosperidade. Delas advêm diversas noções que estimamos até aos nossos dias, por exemplo: o respeito pela dignidade individual, a igualdade perante a lei e a repulsa à violência. São vários os exemplos do progresso moral que o liberalismo nos legou.

A Doença Pós-Moderna da esquerda

Este ímpeto criou uma nova forma de revolução. Em vez de destruir o capitalismo, esta revolução pretende desmantelar as estruturas onde assentam todas as construções civilizacionais: desde a filosofia à ciência. A guerra deixou de ser contra a classe burguesa, passando a buscar a destruição de conceitos simples mas fulcrais.

A Redenção Trágica

Num de seus mais belos poemas, Fernando Pessoa descreve o homem como um “cadáver adiado”. Para além de uma dimensão lírica, a afirmação carrega uma verdade indubitável, cuja obviedade nos desespera. Tal descrição é arrebatadora, não por ser uma extravagância poética, mas por se reiterar continuamente ao longo da nossa existência. Para onde quer que olhemos, a morte espreita.

Totalitarismo do Bem

Uma das chaves para entender este “monopólio da imundície” é perceber que, na visão do déspota, o governo totalitário não se caracteriza por perpetuar o mal a todos os seus servos. Pelo contrário, o totalitário é aquele que, julgando ter compreendido o mundo, pretende cuidar de todos os aspectos da vida dos seus escravos.