Venezuela – o país onde se fez tudo bem

Apesar de não parecer a quem acompanha a imprensa portuguesa, há fome na Venezuela. O país está a ferro e fogo com a calamidade económica que se abateu. Esta situação certamente apanhará muitos comentadores políticos de surpresa. Afinal, desde que Chavez subiu ao poder, a Venezuela seguiu todas as políticas económicas certas (todas as receitas recomendadas pelos intelectuais socialistas).

Devemos privatizar o banco público

A CGD apenas trouxe custos brutais aos pagadores de impostos, sendo a sua função de “estabilidade do sistema” apenas uma bandeira para evitar a sua privatização e assim poder continuar a funcionar como um instrumento de poder político para financiamento de uma elite empresarial amiga, sem garantias e com muitos riscos. É preciso separar o Estado dos negócios. Quanto mais o Estado interfere na economia, mais clientelismo e corrupção teremos. Estas ajudas de um banco público a grandes empresas amigas nada têm que ver com livre mercado. É puro estatismo consequente da social-democracia/socialismo que reina no país. Capitalismo de compadrio nada tem que ver com livre mercado.

Portugal deve seguir as reformas económicas da Irlanda

Continuamos, apesar de importantes reformas feitas (destaco a laboral e a do turismo durante o governo de Passos Coelho, ambas com efeitos notórios), a ter impostos altos e despesa pública alta, a ter um Estado que pesa muitíssimo na economia, a ter níveis de corrupção e burocracia altos, a asfixiar fiscalmente os indivíduos e as empresas, a ser um dos países mais centralizadores da UE, etc.. Totalmente o contrário do que fazem países como a Irlanda e a Estónia, os quais fizeram importantes reformas liberais e não as reverteram. Nós insistimos na mesma fórmula que não nos tem permitido crescer. Cada vez mais vamos ficando na cauda da Europa, vendo os países de leste a ultrapassarem-nos.

Patrões, Esses Exploradores – O Estado É Um Benfeitor

O exercício completo para os não casados sem dependentes estão na tabela e gráfico abaixo, sendo importante destacar que a partir de salários brutos mensais de 2758€, o estado passa a receber mensalmente mais do que o próprio trabahador – e isto sem contar com os outros impostos pago pelo trabalhador contribuinte, designadamente o IVA, o IMI e o ISP entre outros.

Parem de enterrar dinheiro dos contribuintes em bancos

Enquanto liberal, a solução não é andar a salvar bancos (como PS e PSD/CDS têm feito), nem é nacionalizar bancos (como BE e PCP querem). É obviamente separar os privados do Estado. Mercado livre implica lucros privados e prejuízos privados. Esta coisa socialista/social-democrata do too big too fail tem de acabar e têm de ser permitidas as correcções de mercado necessárias, em vez de andarmos a usar o dinheiro dos impostos retirados a actividades produtivas para constantemente salvar bancos de amigos.

A triste economia portuguesa

Agora vivemos numa permanente austeridade, com a carga fiscal em máximos (mas com serviços públicos mínimos), com a poupança em mínimos históricos, com recursos escassos e um crescimento pobre, apesar do bom momento da economia internacional, para sustentar uma despesa pública elevada. Continuamos a insistir como já referi na mesma fórmula. E enquanto assim for, nunca iremos crescer muito e de forma sustentada.

As recessões e o socialismo, segundo Mises

Mises esclarece-nos sobre essa lenda omnipresente de que um regime socialista, apesar de todos os seus eventuais defeitos, é capaz de evitar a recorrência dos ciclos económicos, (supostamente) característicos das sociedades capitalistas. É importante perceber que, apesar de esta obra ter sido pela primeira vez publicada em 1949, ainda hoje encontramos manuais de História do ensino básico que apresentam o regime soviético como um exemplo da imunidade socialista à Grande Depressão dos anos 30. A este respeito, vem-me à memória a velha anedota de que “a União Soviética só teve uma recessão ao longo da sua existência: foi precisamente a última.”

A crise da Juventude, segundo Mises

De certo modo, o movimento dos jovens trata-se de uma revolta impotente e frustrada contra a ameaça da burocratização. Está condenado ao fracasso pois não ataca a semente do mal, que é a actual deriva para a socialização. Na verdade, não passa de uma expressão confusa de ansiedade, sem ideias claras nem um plano definido. Os adolescentes revoltosos estão tão completamente enfeitiçados pelas ideias socialistas que, na verdade, nem sabem bem o que querem.

A verdade sobre a inflação

O conceito de inflação segundo os austríacos é um aumento da oferta monetária. A consequência, agora sim, é o aumento generalizado dos preços dos bens e serviços. Daí o termo específico de inflação de preços, o qual você encontra em vários artigos de economistas austríacos.

Economia numa página

O que faz da economia algo fascinante é que seus princípios fundamentais são tão simples, que podem ser escritos em uma única página, de modo que qualquer um consiga entender. No entanto, são poucos os que entendem. — Milton Friedman