A Lei, segundo Bastiat

“Quando a lei e a força mantêm um homem dentro da justiça, não lhe impõem nada mais que uma simples negação. Não lhe impõem senão a abstenção de prejudicar outrem. Não violam a sua personalidade, a sua liberdade, nem a sua propriedade. Elas somente salvaguardam a personalidade, a liberdade e a propriedade dos demais. Mantêm-se na defensiva puramente e defendem a igualdade de direitos para todos.”

Chega de subsídios à “cultura”

O que sei é que o “avanço cultural”, qualquer que seja, não necessita de concursos duvidosos onde se atribuem subsídios a artes que ninguém procura, muitas delas nem sendo “artes” no sentido clássico possivelmente. Se querem cultura, façam-se à vida e fomentem a procura, em vez de quererem mais apoios à oferta (que vêm de impostos). O que sei é que o “avanço cultural” não necessita de investimento público, pode precisar de investimento claro e aí há duas soluções: ou a pessoa começa a fazer e vende (tem receita) ou arranja investimento privado (bolsas, patrocínios, mecenas, etc.).

Uma defesa da humildade

No seu discurso de recepção do Prémio Nobel de economia, Hayek proferiu: “o esforço fatal do homem no sentido de controlar a sociedade – esforço que não apenas faz do homem um tirano de seus concidadãos, mas também pode levá-lo a destruir uma civilização que não foi engendrada por cérebro algum: uma civilização que tem prosperado como resultado dos esforços livres de milhões de indivíduos.” Ámen.

A crise da Juventude, segundo Mises

De certo modo, o movimento dos jovens trata-se de uma revolta impotente e frustrada contra a ameaça da burocratização. Está condenado ao fracasso pois não ataca a semente do mal, que é a actual deriva para a socialização. Na verdade, não passa de uma expressão confusa de ansiedade, sem ideias claras nem um plano definido. Os adolescentes revoltosos estão tão completamente enfeitiçados pelas ideias socialistas que, na verdade, nem sabem bem o que querem.

Liberdade absoluta, responsabilidade relativa

​​Oh, se não é confortável enunciar liberdades quando a Constituição é catita e a opinião desviante cai mal no estômago. A pintura de Norman Rockwell que aqui vos mostro inspira-se no famoso discurso de FDR, The Four Freedoms, que deu uma volta de 180º na tradição relativamente isolacionista ou, pelo menos, prudente da política externa … Continue reading Liberdade absoluta, responsabilidade relativa

Apropriação Cultural ? À vontade

Apropriar é basicamente tornar como nosso algo que não o é. Mas uma cultura pode ser considerada propriedade? Um modo de vestir é algo exclusivamente meu? Um costume da minha casa é algo só nosso que mais ninguém pode ter? Óbvio que não. Eu não perco a minha propriedade (a minha roupa, o meu cabelo, o meu comportamento, o que seja) porque outro tem ou faz algo igual. Logo este conceito de "apropriação cultural" está errado logo no nome. É falso.

Quando a UE não ouviu Thatcher

Quem pensa que este debate sobre a União Europeia é novo desengane-se. Há 30 anos já Margaret Thatcher andava a criticar fortemente a centralização crescente de Bruxelas (e ainda só havia Comunidade Europeia, dado que a UE só aparece formalmente em 1993) e constatava que para o projecto europeu ter sucesso era preciso colaboração e cooperação, mas sempre com flexibilidade e descentralização. Eu, como liberal a favor da UE, mas contra o federalismo, não posso deixar de concordar.

Começar do zero? Não.

A diferença entre um liberal e um conservador é que o primeiro não se opõe à mudança, acolhe-a, aceita-a e adapta-se. Mas uma coisa é a mudança bottom-up, resultado da interação das pessoas e da tecnologia, da "ordem espontânea", e outra é a mudança top-down, imposta por um grupo, que resulta da revolução.

O Marketing do Bem (socialista)

Um dos maiores feitos de marketing da história vem, paradoxalmente, da ideologia que mais o condena. Poucas foram as ideias que se conseguiram vender tão bem como as anti-capitalistas. Estas, por sua vez, criaram uma aura à sua volta que é, no mínimo, curiosa. O produto foi tão bem vendido que lhe cabem os mais airosos adjectivos: humanista, libertador, preocupado com o bem e com o ser humano. Já ao pensamento liberal (ou o que não se coaduna com a esquerda, no geral) cabem as mais infames descrições: desde egoísta até anti-humanista, passando por opressor ou “fascista”.

A Cultura do Ressentimento

Uma das formas mais fáceis de atenuar este problema abismal é querer que o resolvam por nós ou simplesmente atirar a culpa para um terceiro, para uma estrutura ou abstração social. A base do ódio organizado à beleza e à riqueza (mascarado de impostos progressivos em nome da justiça “sócio-estética”) é, a rigor, o bom e velho ressentimento. Luta de classes é a fantasia que se tem contra os mais afortunados e mais competentes, ou seja, ressentimento.