Devemos privatizar o banco público

A CGD apenas trouxe custos brutais aos pagadores de impostos, sendo a sua função de “estabilidade do sistema” apenas uma bandeira para evitar a sua privatização e assim poder continuar a funcionar como um instrumento de poder político para financiamento de uma elite empresarial amiga, sem garantias e com muitos riscos. É preciso separar o Estado dos negócios. Quanto mais o Estado interfere na economia, mais clientelismo e corrupção teremos. Estas ajudas de um banco público a grandes empresas amigas nada têm que ver com livre mercado. É puro estatismo consequente da social-democracia/socialismo que reina no país. Capitalismo de compadrio nada tem que ver com livre mercado.

Parem de enterrar dinheiro dos contribuintes em bancos

Enquanto liberal, a solução não é andar a salvar bancos (como PS e PSD/CDS têm feito), nem é nacionalizar bancos (como BE e PCP querem). É obviamente separar os privados do Estado. Mercado livre implica lucros privados e prejuízos privados. Esta coisa socialista/social-democrata do too big too fail tem de acabar e têm de ser permitidas as correcções de mercado necessárias, em vez de andarmos a usar o dinheiro dos impostos retirados a actividades produtivas para constantemente salvar bancos de amigos.

Cinco coisas que os liberais têm de mostrar

As pessoas olham aos seus interesses (o que é normal, dada a natureza humana) e, apesar de discordarem – e bem - da acção do Estado quando este protege o grupo X, são os primeiros a gritar por protecção quando lhes convém. É essencialmente um problema de mentalidade: os portugueses preferem a segurança à liberdade, não entendendo que vão acabando por ficar sem segurança de qualidade e com cada vez menos liberdade (leia-se segurança social, económica e, quem sabe, física). Os liberais têm de mostar cinco coisas:

Receita ? Lucrar, poupar e investir

Assim, o que é preciso para acumular capital onde ele não existe? Actividades que dêem lucro. É o mesmo que poupança. Quer empresas quer as famílias ou um simples Crusoe numa ilha deserta. E qualquer nação tem a capacidade de aumentar o stock de bens de capital, mesmo isolada e partindo da sua total ausência. Só tem de acumular e incorporar lucros, ou seja, poupança, conseguidos com o acordo voluntários dos clientes e consumidores e que são na verdade, ao mesmo tempo, trabalhadores.

A chave para o sucesso da Noruega

Parece-me portanto fácil de observar que o sucesso da Noruega não passa pela sua política de forte presença do Estado na economia ou pelo seu grande estado social, mas sim pela sua responsabilidade (relativa) na gestão das contas públicas e na gestão da exploração petrolífera (têm a sorte de ter esse recurso de forma abundante) que lhe permite ter dinheiro para sustentar o Estado Social.

A verdade sobre a inflação

O conceito de inflação segundo os austríacos é um aumento da oferta monetária. A consequência, agora sim, é o aumento generalizado dos preços dos bens e serviços. Daí o termo específico de inflação de preços, o qual você encontra em vários artigos de economistas austríacos.

Economia numa página

O que faz da economia algo fascinante é que seus princípios fundamentais são tão simples, que podem ser escritos em uma única página, de modo que qualquer um consiga entender. No entanto, são poucos os que entendem. — Milton Friedman

O Básico dos Ciclos Económicos

Este artigo pretende apenas explicar o básico da TACE, a teoria austríaca dos ciclos económicos (apresentada pela primeira vez por Ludwig von Mises em The theory of Money and Credit), usada para explicar as causas das crises financeiras. Para isso é necessário entender o conceito e as consequências da inflação.