Chega de subsídios à “cultura”

O que sei é que o “avanço cultural”, qualquer que seja, não necessita de concursos duvidosos onde se atribuem subsídios a artes que ninguém procura, muitas delas nem sendo “artes” no sentido clássico possivelmente. Se querem cultura, façam-se à vida e fomentem a procura, em vez de quererem mais apoios à oferta (que vêm de impostos). O que sei é que o “avanço cultural” não necessita de investimento público, pode precisar de investimento claro e aí há duas soluções: ou a pessoa começa a fazer e vende (tem receita) ou arranja investimento privado (bolsas, patrocínios, mecenas, etc.).

Uma defesa da humildade

No seu discurso de recepção do Prémio Nobel de economia, Hayek proferiu: “o esforço fatal do homem no sentido de controlar a sociedade – esforço que não apenas faz do homem um tirano de seus concidadãos, mas também pode levá-lo a destruir uma civilização que não foi engendrada por cérebro algum: uma civilização que tem prosperado como resultado dos esforços livres de milhões de indivíduos.” Ámen.

Cinco coisas que os liberais têm de mostrar

As pessoas olham aos seus interesses (o que é normal, dada a natureza humana) e, apesar de discordarem – e bem - da acção do Estado quando este protege o grupo X, são os primeiros a gritar por protecção quando lhes convém. É essencialmente um problema de mentalidade: os portugueses preferem a segurança à liberdade, não entendendo que vão acabando por ficar sem segurança de qualidade e com cada vez menos liberdade (leia-se segurança social, económica e, quem sabe, física). Os liberais têm de mostar cinco coisas:

Lá Boétie, figura esquecidas do Liberalismo

O verdadeiro colapso do Estado não é levado a cabo por revoluções, guerras ou reformas políticas, mas sim por um movimento generalizado de não-crença, uma forma não violenta de apatia generalizada face aos supostos poderes estatais.

A crise da Juventude, segundo Mises

De certo modo, o movimento dos jovens trata-se de uma revolta impotente e frustrada contra a ameaça da burocratização. Está condenado ao fracasso pois não ataca a semente do mal, que é a actual deriva para a socialização. Na verdade, não passa de uma expressão confusa de ansiedade, sem ideias claras nem um plano definido. Os adolescentes revoltosos estão tão completamente enfeitiçados pelas ideias socialistas que, na verdade, nem sabem bem o que querem.

Liberdade absoluta, responsabilidade relativa

​​Oh, se não é confortável enunciar liberdades quando a Constituição é catita e a opinião desviante cai mal no estômago. A pintura de Norman Rockwell que aqui vos mostro inspira-se no famoso discurso de FDR, The Four Freedoms, que deu uma volta de 180º na tradição relativamente isolacionista ou, pelo menos, prudente da política externa … Continue reading Liberdade absoluta, responsabilidade relativa

Apropriação Cultural ? À vontade

Apropriar é basicamente tornar como nosso algo que não o é. Mas uma cultura pode ser considerada propriedade? Um modo de vestir é algo exclusivamente meu? Um costume da minha casa é algo só nosso que mais ninguém pode ter? Óbvio que não. Eu não perco a minha propriedade (a minha roupa, o meu cabelo, o meu comportamento, o que seja) porque outro tem ou faz algo igual. Logo este conceito de "apropriação cultural" está errado logo no nome. É falso.

Liberal Americano não é Liberal Clássico

É por este motivo que nos EUA se passou a chamar de Liberalismo Clássico ao "velho" Liberalismo, para haver uma clara distinção. Nos EUA ainda há quem chame de Liberalismo Europeu ao Liberalismo Clássico, mas o termo quase não tem uso. Os que se identificam como Liberais Clássicos nos EUA (talvez nem saibam que aí se encaixam por não conhecerem o termo) estão normalmente dentro dos conservadores ou de um grupo que vem crescendo chamado de Libertários (Libertarians). Os Liberals dos EUA são os sociais-democratas

Quando a UE não ouviu Thatcher

Quem pensa que este debate sobre a União Europeia é novo desengane-se. Há 30 anos já Margaret Thatcher andava a criticar fortemente a centralização crescente de Bruxelas (e ainda só havia Comunidade Europeia, dado que a UE só aparece formalmente em 1993) e constatava que para o projecto europeu ter sucesso era preciso colaboração e cooperação, mas sempre com flexibilidade e descentralização. Eu, como liberal a favor da UE, mas contra o federalismo, não posso deixar de concordar.

Breves reflexões liberais sobre o 25 de Abril

Para concluir, não alinho com reaccionários saudosistas de direita nem com revolucionários utópicos de esquerda. Uns pretendem voltar a um passado ideal, que nunca existiu, e outros pretendem impor à força um futuro perfeito alienado da realidade, que nunca existirá (ainda se ouve constantemente falar em "cumprir Abril"). Sou pela liberdade, com a responsabilidade e prudência que a acompanham lado a lado. Com o 25 de Abril, com o 25 de Novembro e, posteriormente, com a nossa entrada na UE (com todos os defeitos que possa ter) somos mais livres.