Chega de subsídios à “cultura”

O que sei é que o “avanço cultural”, qualquer que seja, não necessita de concursos duvidosos onde se atribuem subsídios a artes que ninguém procura, muitas delas nem sendo “artes” no sentido clássico possivelmente. Se querem cultura, façam-se à vida e fomentem a procura, em vez de quererem mais apoios à oferta (que vêm de impostos). O que sei é que o “avanço cultural” não necessita de investimento público, pode precisar de investimento claro e aí há duas soluções: ou a pessoa começa a fazer e vende (tem receita) ou arranja investimento privado (bolsas, patrocínios, mecenas, etc.).

Parem de enterrar dinheiro dos contribuintes em bancos

Enquanto liberal, a solução não é andar a salvar bancos (como PS e PSD/CDS têm feito), nem é nacionalizar bancos (como BE e PCP querem). É obviamente separar os privados do Estado. Mercado livre implica lucros privados e prejuízos privados. Esta coisa socialista/social-democrata do too big too fail tem de acabar e têm de ser permitidas as correcções de mercado necessárias, em vez de andarmos a usar o dinheiro dos impostos retirados a actividades produtivas para constantemente salvar bancos de amigos.

A triste economia portuguesa

Agora vivemos numa permanente austeridade, com a carga fiscal em máximos (mas com serviços públicos mínimos), com a poupança em mínimos históricos, com recursos escassos e um crescimento pobre, apesar do bom momento da economia internacional, para sustentar uma despesa pública elevada. Continuamos a insistir como já referi na mesma fórmula. E enquanto assim for, nunca iremos crescer muito e de forma sustentada.

As recessões e o socialismo, segundo Mises

Mises esclarece-nos sobre essa lenda omnipresente de que um regime socialista, apesar de todos os seus eventuais defeitos, é capaz de evitar a recorrência dos ciclos económicos, (supostamente) característicos das sociedades capitalistas. É importante perceber que, apesar de esta obra ter sido pela primeira vez publicada em 1949, ainda hoje encontramos manuais de História do ensino básico que apresentam o regime soviético como um exemplo da imunidade socialista à Grande Depressão dos anos 30. A este respeito, vem-me à memória a velha anedota de que “a União Soviética só teve uma recessão ao longo da sua existência: foi precisamente a última.”

Salário Mínimo aumenta desemprego (um exemplo)

Apesar da evidência de que um aumento artificial do salário mínimo pode ter graves consequências na economia e na sociedade como o aumento do desemprego ou diminuição do emprego, nem os políticos nem os media parecem interessados em largar a sua “agenda” de interesses. Afinal de contas, é muito mais fácil vencer eleições prometendo dar em vez de tirar, e, no fim, quando as coisas correrem mal culpar os que arriscaram, os que produziram, os que inovaram...

A crise da Juventude, segundo Mises

De certo modo, o movimento dos jovens trata-se de uma revolta impotente e frustrada contra a ameaça da burocratização. Está condenado ao fracasso pois não ataca a semente do mal, que é a actual deriva para a socialização. Na verdade, não passa de uma expressão confusa de ansiedade, sem ideias claras nem um plano definido. Os adolescentes revoltosos estão tão completamente enfeitiçados pelas ideias socialistas que, na verdade, nem sabem bem o que querem.

Receita ? Lucrar, poupar e investir

Assim, o que é preciso para acumular capital onde ele não existe? Actividades que dêem lucro. É o mesmo que poupança. Quer empresas quer as famílias ou um simples Crusoe numa ilha deserta. E qualquer nação tem a capacidade de aumentar o stock de bens de capital, mesmo isolada e partindo da sua total ausência. Só tem de acumular e incorporar lucros, ou seja, poupança, conseguidos com o acordo voluntários dos clientes e consumidores e que são na verdade, ao mesmo tempo, trabalhadores.

Funcionários Públicos não pagam impostos

Tudo o que o funcionário recebe (para além do acesso aos serviços gratuitos do Estado) foi antes tirado a alguém. Disso não pode haver dúvidas! É verdade que depois há um serviço que é efectuado, mas isso não invalida a questão, apenas a torna um pouco mais tolerável. Como pode, então, o funcionário, ele mesmo pagar impostos? Será que ele recebe para depois dar de modo a poder receber? Isso é um raciocínio circular totalmente ilógico.

A chave para o sucesso da Noruega

Parece-me portanto fácil de observar que o sucesso da Noruega não passa pela sua política de forte presença do Estado na economia ou pelo seu grande estado social, mas sim pela sua responsabilidade (relativa) na gestão das contas públicas e na gestão da exploração petrolífera (têm a sorte de ter esse recurso de forma abundante) que lhe permite ter dinheiro para sustentar o Estado Social.

A inutilidade dos sindicatos segundo Fernando Pessoa

Uma vez constituído o sindicato, passam a dominar nele — parte mínima que se substitui ao todo — não os profissionais (comerciantes, industriais, ou o que quer que sejam), mais hábeis e representativos, mas os indivíduos simplesmente mais aptos e competentes para a vida sindical, isto é, para a política eleitoral dessas agremiações. Todo o sindicato é, social e profissionalmente, um mito.