Patrões, Esses Exploradores – O Estado É Um Benfeitor

O exercício completo para os não casados sem dependentes estão na tabela e gráfico abaixo, sendo importante destacar que a partir de salários brutos mensais de 2758€, o estado passa a receber mensalmente mais do que o próprio trabahador – e isto sem contar com os outros impostos pago pelo trabalhador contribuinte, designadamente o IVA, o IMI e o ISP entre outros.

Táxis vs Consumidores

Vejamos no caso dos taxistas: os clientes preferem usar um serviço diferente (ou porque é mais conveniente, ou porque é mais barato, ou porque os motoristas são mais simpáticos, etc.); um grupo de interesse não quer que exista concorrência e quer impedir que os clientes possam escolher fornecedores alternativos.

Roubo institucionalizado

O estado não opera num mercado livre e pode sempre extorquir de forma coerciva (mas sempre legal) até 100% da propriedade dos seus cidadãos – e isto, sem ter que oferecer qualquer bem ou serviço útil como contrapartida ao contribuinte. A grande diferença está pois entre a coerção e a liberdade.

Privatizar a Televisão Pública

A RTP se competisse num mercado livre, onde não tivesse subsídios e onde não tivesse o monopólio garantido pelo Estado de certos eventos que poderiam ser colocados a concurso entre privados e assim até render muito mais dinheiro aos cofres públicos (como a Eurovisão), provavelmente já nem existia. Para existir teria de se adaptar e reinventar como fazem as centenas de canais privados. Querem existir? Tenham público, receitas comerciais e donativos suficientes para se sustentarem. Isto sim seria justo.

Chega de subsídios à “cultura”

O que sei é que o “avanço cultural”, qualquer que seja, não necessita de concursos duvidosos onde se atribuem subsídios a artes que ninguém procura, muitas delas nem sendo “artes” no sentido clássico possivelmente. Se querem cultura, façam-se à vida e fomentem a procura, em vez de quererem mais apoios à oferta (que vêm de impostos). O que sei é que o “avanço cultural” não necessita de investimento público, pode precisar de investimento claro e aí há duas soluções: ou a pessoa começa a fazer e vende (tem receita) ou arranja investimento privado (bolsas, patrocínios, mecenas, etc.).

Parem de enterrar dinheiro dos contribuintes em bancos

Enquanto liberal, a solução não é andar a salvar bancos (como PS e PSD/CDS têm feito), nem é nacionalizar bancos (como BE e PCP querem). É obviamente separar os privados do Estado. Mercado livre implica lucros privados e prejuízos privados. Esta coisa socialista/social-democrata do too big too fail tem de acabar e têm de ser permitidas as correcções de mercado necessárias, em vez de andarmos a usar o dinheiro dos impostos retirados a actividades produtivas para constantemente salvar bancos de amigos.

A triste economia portuguesa

Agora vivemos numa permanente austeridade, com a carga fiscal em máximos (mas com serviços públicos mínimos), com a poupança em mínimos históricos, com recursos escassos e um crescimento pobre, apesar do bom momento da economia internacional, para sustentar uma despesa pública elevada. Continuamos a insistir como já referi na mesma fórmula. E enquanto assim for, nunca iremos crescer muito e de forma sustentada.

Uma defesa da humildade

No seu discurso de recepção do Prémio Nobel de economia, Hayek proferiu: “o esforço fatal do homem no sentido de controlar a sociedade – esforço que não apenas faz do homem um tirano de seus concidadãos, mas também pode levá-lo a destruir uma civilização que não foi engendrada por cérebro algum: uma civilização que tem prosperado como resultado dos esforços livres de milhões de indivíduos.” Ámen.

Cinco coisas que os liberais têm de mostrar

As pessoas olham aos seus interesses (o que é normal, dada a natureza humana) e, apesar de discordarem – e bem - da acção do Estado quando este protege o grupo X, são os primeiros a gritar por protecção quando lhes convém. É essencialmente um problema de mentalidade: os portugueses preferem a segurança à liberdade, não entendendo que vão acabando por ficar sem segurança de qualidade e com cada vez menos liberdade (leia-se segurança social, económica e, quem sabe, física). Os liberais têm de mostar cinco coisas:

Lá Boétie, figura esquecidas do Liberalismo

O verdadeiro colapso do Estado não é levado a cabo por revoluções, guerras ou reformas políticas, mas sim por um movimento generalizado de não-crença, uma forma não violenta de apatia generalizada face aos supostos poderes estatais.