A Liberdade em geral e a Liberdade Económica em particular são fundamentais para o desenvolvimento e bem estar de qualquer sociedade. Além do princípio moral do respeito pela propriedade de cada um honestamente adquirida, qualquer sociedade prospera quando se estimula a produção de riqueza (a.k.a. o estado sai da frente e não cria obstáculos), e não quando o estado estimula a expropriação e distribuição da riqueza alheia.

Vem isto a propósito do Índice de Liberdade Económica 2018 disponibilizado pelo CATO Institute e disponível aqui. O índice analisa 162 países e os dados dizem respeito a 2016. O índice é composto por 5 factores: 1) tamanho do estado; 2) sistema legal & direitos de propriedade; 3) moeda estável (sound money); 4) liberdade de comércio internacional; e 5) regulação. Em cada factor 0 representa o valor pior possível, e dez representa o melhor valor possível, do ponto de vista de liberdade económica.

Abaixo, o top 10 de países com mais liberdade económica:

E a seguir, o bottom 10, isto é o os dez países com menos liberdade económica:

Portugal, encontra-se na posição 36, abaixo da Albânia e da Coreia do Sul, e acima dos Emirados Árabes Unidos, de Israel e do Qatar.

Portugal regista em 2016 um valor do índice de 7,51 correspondente à 36ª posição, o que representa um ligeiro decréscimo em relação a 2015 em que Portugal registava um valor de 7,55 correspondente à 32ª posição. Para o valor de 7,51 contribuem estes 5 factores: 1) tamanho do estado: 5,66 [o pior factor] ; 2) sistema legal & direitos de propriedade: 6,98; 3) moeda estável (sound money): 9,35 [o melhor factor]; 4) liberdade de comércio internacional [8,38]; e 5) regulação [7,18].

A parte mais interessante de do índice, é  a análise de correlação entre a liberdade económica de um país com o seu desenvolvimento humano e económico.

Abaixo, a relação entre Liberdade Económica e o PIB per capita. Mesmo a extrema-esquerda concordará, que é preferível um PIB per capita mais alto do que mais baixo.

O gráfico abaixo mostra o rendimento dos 10% da população mais pobre de cada país de acordo com a liberdade económica. Até a extrema-esquerda preferirá os mais pobres a ganhar mais do que a ganhar menos.

Os dois gráficos a seguir representam taxa de mortalidade infantil e esperança média de vida. Novamente, países com mais liberdade económica apresentam resultados melhores – até a extrema-esquerda conseguirá reconhecer isso.

Abaixo, um gráfico deveras interessante para a esquerda que analisa os graus de pobreza de acordo com a liberdade económica do país. Sem surpresa, os países mais livres economicamente, apresentam menos pessoas em graus de pobreza extrema.

Até, e sobretudo na felicidade, verifica-se uma correlação entre mais liberdade económica e mais felicidade. Até a extrema-esquerda gostará de ver as pessoas mais felizes.

Com resultados e evidências tão fortes, de que é que os políticos estão à espera para aumentar a liberdade económica?

João Cortez

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