Enquanto liberal, a solução não é andar a salvar bancos (como PS e PSD/CDS têm feito), nem é nacionalizar bancos (como BE e PCP querem). É obviamente separar os privados do Estado. Mercado livre implica lucros privados e prejuízos privados. Esta coisa socialista/social-democrata do too big to fail tem de acabar e têm de ser permitidas as correcções de mercado necessárias, em vez de andarmos a usar o dinheiro dos impostos retirados a actividades produtivas para constantemente se salvar bancos de amigos. Isto nada tem de livre mercado, isto é “capitalismo” de compadrio.

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Não devemos andar a salvar negócios que falham. Convém é perceber porque falharam (e se havia ilegalidades pelo meio é ir à Justiça). O incentivo que é dado ao dizer “se falires salvamos” é este: “faz o que quiseres aí no teu banco, dá crédito a empresas amigas em grandes dificuldades e arriscadas… se isso for à falência nós vamos buscar dinheiro de impostos e salvamos o teu banco, pá”. Uma coisita chamada moral hazard.

In economics, moral hazard occurs when someone increases their exposure to risk when insured, especially when a person takes more risks because someone else bears the cost of those risks.

Nos últimos 10 anos já pusemos mais de 20 mil milhões dos contribuintes em bancos (perdas contabilizadas já iam nos 18 mil milhões, se não estou em erro, só até 2017 e pode haver mais ainda).

De realçar ainda que esta semana saiu um relatório do Banco Central Europeu que “aponta a disponibilidade do Estado para resgatar bancos com perdas acentuadas como uma explicação para a atribuição de créditos da banca privada a empresas em dificuldades. Na prática esses créditos eram uma forma de os bancos empurrarem o assumir de perdas para mais tarde”. Moral Hazard lá está.

Bernardo Blanco

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