O país não cresce há 15 anos, mas as pessoas não entendem que o problema é que os portugueses (a maioria de nós vá) e todos os nossos partidos são de cariz social-democrata, isto é, usam o livre mercado para sobreviver, mas quando acontece algo de mal a culpa é do mercado que não está controlado. Olhando rapidamente para os portugueses, quase ninguém quer perder o mínimo de tempo a aprender o básico de economia, ninguém tem paciência para tentar perceber como um país cresce.

Free Trade liberdade económica

As pessoas olham aos seus interesses (o que é normal, dada a natureza humana) e, apesar de discordarem – e bem – da acção do Estado quando este protege o grupo X, são os primeiros a gritar por protecção quando lhes convém. É essencialmente um problema de mentalidade: os portugueses preferem a segurança à liberdade, não entendendo que vão acabando por ficar sem segurança de qualidade e com cada vez menos liberdade (leia-se segurança social, económica e, quem sabe, física). Os liberais têm de mostar cinco coisas:

1 – É preciso mostrar que o grande boost dos últimos 200 anos que fez com que a população em pobreza extrema tenha passado de 95% da população para menos de 10% foi o grande aumento da liberdade económica pelo mundo inteiro.

2 – É preciso mostrar como as crises têm sido criadas pelas entidade centralizadoras como o FED e o BCE em parceria com os bancos que têm privilégios legais concedidos pelo Estado, o qual através das suas medidas intervencionistas retarda a recuperação económica pós-crise.

3 – É preciso mostrar como têm havido guerras perfeitamente evitáveis movidas por interesses entre o Estado e grandes empresas e que têm conduzido aos actuais problemas relacionados com a imigração e a crise dos refugiados.

4 – É preciso mostrar como há muitos grupos de pressão, desde grandes grupos económicos a sindicatos, que em troca de dinheiro/favores dão apoio ao governo prejudicando a maioria dos cidadãos que não se envolve nesses “activismos”.

5 – É preciso mostrar que quanto mais poder o Estado tiver maior será a probabilidade de corrupção, menos poder o pagador de impostos terá e menos crescimento económico haverá

É preciso entender, e historicamente se observa isto também, que pode haver liberdade económica sem haver “liberdade social/civil”, mas que sem liberdade económica rapidamente deixa também de haver “liberdade social/civil”.

João Pedro Almeida


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