Por definição a revolução é a terraplenar o que existe e começar do zero. Isto é o que significam as propostas da Le Pen ao Iglesias e outros adeptos da revolução permanente trotskista. Não sei de nenhuma revolução que não tenha descambado, mesmo a americana (o único exemplo decente) precisou de uma guerra civil para resolver o assunto.

A diferença entre um liberal e um conservador é que o primeiro não se opõe à mudança, acolhe-a, aceita-a e adapta-se. Mas uma coisa é a mudança bottom-up, resultado da interação das pessoas e da tecnologia, da “ordem espontânea”, e outra é a mudança top-down, imposta por um grupo, que resulta da revolução. O que está em causa então, como mudar sem destruir o que há de bom (já vos ocorreu a importância do Consenso de Washington?), como reformar a democracia liberal como a conhecemos desde a World War II?

É fácil, basta não fazer nada, limitar-nos a proteger a herança que nos foi deixada pelos que construíram a civilização (economia, arte, religião, etc.). A demografia e a economia encarregam-se do resto. Como se faz isto? Como se tem feito… educando os putos, convencendo os cépticos, escrevendo, conversando, juntando pessoas, influenciando o poder. Usando bom senso e tolerância com quem defende ideias diferentes. Não caindo no preconceito típico dos totalitários que aí andam, olhando sempre os outros como iguais, não copiando as estratégias de domínio da esquerda lunática, com imaginação, criatividade e humor. Meus caros, isto não é difícil, só dá trabalho e exige paciência.

Helder Ferreira

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