As últimas décadas foram claras como água: a esquerda perdeu a batalha económica. Não conseguindo apoio, os partidos comunistas da velha linha ou colapsaram ou se tornaram forças políticas em decadência, mas persistentes. A esquerda progressiva focou-se em usurpar as causas sociais para seu próprio proveito, brandindo bandeiras políticas como os direitos das minorias, racismo, igualdade e muito mais. A juntar a todo este arsenal sequestraram, ainda, as artes, a cultura e tudo o resto, apropriando-se de tais meios para ganhar influência.

Contudo, tal apropriação já se havia verificado, surpreendentemente, nos EUA. Um grupo muito pouco conhecido pela maioria da população, a Escola de Frankfurt, emigrara para os Estados Unidos e fixara-se na Califórnia, observando e desprezando o “american dream” que nesses tempos se mostrava pujante. Eram demasiado inteligentes para teorizar o contrário e rapidamente se aperceberam que a via clássica marxista de tomar o poder seria completamente inútil. Essa impossibilidade era alimentada devido à prosperidade que vislumbravam, ao enorme apego e respeito dos americanos pela propriedade privada e pela forte classe média. O que fizeram então? Mudaram o binómio: descartando a luta económica de “classes” e focando-se em envenenar a sociedade, tentaram aplicar a sua teoria com a mesma lógica criando um novo sistema: oprimido contra opressor, negro contra branco, heterossexual contra homossexual e por diante. O objectivo era mais que evidente. Dividir a sociedade aplicando a teoria marxista baseada na violência e no conflito entre classes ao tecido social. Este pensamento é essencial para a sobrevivência da esquerda progressiva como a conhecemos hoje e levaria à formação do novo baluarte esquerdista. 

O melhor exemplo desta vontade de moldar a sociedade e manipular a mesma está diante dos nossos olhos: neste momento observamos pela Europa fora o espetáculo mórbido do Islamismo, perante o qual a maioria das forças politica se curvam. Os partidos de centro direita acobardam-se pelo medo se serem rotulados como racistas, a esquerda na sua larga maioria conscientemente ignora uma ameaça bastante real a toda a sociedade, censurando todos os que protestarem de serem racistas e xenófobos, apenas por discordarem da sua posição. Depois dão-se por surpreendidos com a ascensão de partidos que exploram esse mesmo vazio abrindo a Europa a mais uma ameaça, desta vez interna. 

Hoje em dia se olharmos à nossa volta vemos os resultados: a mutação radioactiva dos valores sociais, sendo que para muitas pessoas as características imutáveis de um indivíduo como etnia ou orientação sexual, valem mais do que a sua decência e o “grupo social” a que pertence. Como resultado, a sociedade é a culpada de tudo o que é mau e podre. Por outras palavras, a culpa é dos outros! O indivíduo não conta, eu não conto, tu não contas, você não conta. Todo o sentido de responsabilidade, respeito e autodeterminação são atirados pela janela fora. 

Tudo isto se desenrolou, porque os relativistas morais decidiram transformar os seus “novos meios de produção” em diarreia projéctil contra as nossas bocas escancaradas. A total perversão do sentido de justiça e de virtude é agora aparente. Se um negro roubar e matar alguém acabando, durante a perseguição, morto pela policia, a sociedade “julgará” o polícia afirmando que este matou o criminoso apenas por se negro, e fechará os olhos ao homicídio praticado pelo primeiro. Esta atitude destaca-se particularmente nos Estados Unidos. A reboque, surgem grupos como “Black Lives Matter”. Venenoso, racial e divisório apenas focado na violência e no desrespeito por toda a sociedade, perpetuando exactamente as mesmas injustiças contra as quais afirma veementemente lutar.

Mas não se ficam por aqui: destroem propriedade privada, a maioria nas suas próprias comunidades, fazendo-se, ainda, de vítimas das injustiças sociais. Mais uma vez, apoiado pela ideologia já referida que não tem qualquer interesse em sarar essas feridas mas em mantê-las bem abertas. Tudo isto se passa num país onde 87% da população segundo a Gallup Poll aceita casamento inter-racial, onde elegeram duas vezes um presidente negro, onde a etnia compõe cerca de 13% da população e cometem mais de 50% dos homicídios (na maioria contra outros negros) e se encontra cada vez mais dificuldade em encontrar testemunhas em casos que envolvam pessoas de cor. Resumindo e concluindo, nada resolve! 

A resposta a toda esta fixação patológica pela diversidade é obvia: diversidade não vale de nada se essas pessoas se se matarem, odiarem e roubarem-se militantemente umas às outras, essa diversidade não é a nossa força nem fraqueza, nada vale em termos morais. Diversidade não é a nossa força, decência é. Decência é algo intrínseco, algo que se cultiva a partir de nós mesmos, respeitando os que nos rodeiam e as suas singularidades.  

A única solução é fortalecer o indivíduo, não actuar como autoritários e colocar os cidadãos em “gavetas”. Desde a arrogância de acreditarem no direito de decidir, até defenderem que a propriedade dos outros deve ser distribuída, passando pela necessidade de moldar a sociedade segundo as suas visões, a conclusão que se tira é que não há limites ao autoritarismo da esquerda dura. A necessidade de controlar e de reprimir pensamentos contrários é perene e não parece que vá desaparecer assim tão cedo. 

João Pinheiro da Silva

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