O livre mercado mostra quase diariamente ser o mais forte aliado do consumidor. A livre concorrência conduz à diminuição dos preços, eliminando as empresas que prestam um mau serviço e favorecendo aquelas que respondem positivamente às necessidades e desejos dos clientes.

Vamos até aos Açores. 

Até Março de 2015, as únicas companhias aéreas que voavam para os Açores eram a TAP e a SATA, num daqueles monopólios que tão bem o Estado sabe criar, baseado no “serviço público”. Em resultado do acordo de Novembro de 2014 entre o Governo de Portugal e o Governo Regional, o mercado foi aberto a outras companhias, nomeadamente às chamadas companhias low cost.

As principais consequências disto observaram-se no turismo. Os Açores tornaram-se um destino da moda, sendo a região do país onde o turismo mais cresceu em 2016. Logo no primeiro ano após esta mudança o número de pessoas que desembarcaram no arquipélago subiu mais de 20%, tal como o número de dormidas. O alojamento local conheceu uma revolução, tendo batido recordes de número de camas e novos estabelecimentos em 2015 e 2016 e havendo já vários pedidos de licenciamento para este ano.

Obviamente, também a restauração e o comércio e serviços locais foram altamente dinamizados. Mais de 90% das empresas açoreanas asseguram que a abertura do tráfego aéreo ao mercado concorrencial contribuiu para o aumento do seu volume de negócios. Tudo isto contribui, em última análise, para o crescimento da economia e a geração de emprego.

Contudo, não foi apenas por via do turismo e dos possíveis negócios que surgiram que os açoreanos saíram a ganhar. A oferta de voos subiu 40%, sendo que é possível encontrar actualmente viagens a um terço do preço praticado antes da abertura concorrencial. Isto permitiu que os açoreanos a viver no continente, onde se incluem muitos estudantes universitários, pudessem visitar a sua terra e família de forma mais regular, por exemplo.

A liberalização do mercado aéreo dos Açores revelou-se a melhor coisa que o arquipélago viu nos últimos anos, favorecendo em primeiro lugar os próprios açorianos, e depois os turistas, que podem agora visitar mais facilmente um dos territórios mais bonitos do nosso país. Além disso, tal como o presidente da SATA reconheceu, a dinâmica que a liberalização trouxe a este nicho de mercado foi igualmente benéfica para as companhias já instaladas, mais não seja pela obrigação desafiante de melhorarem os seus serviços.

Precisamos de mais exemplos destes, em todos os sectores. O livre mercado leva à prosperidade.

Bernardo Blanco

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